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Ser absolutamente cauteloso, mesmo no Natal

02.12.2020 • 18:19
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Um artigo da autoria de Devi Sridhar, responsável de saúde pública global na Universidade de Edimburgo. O especialista afirma que a segurança deve ser sempre a prioridade absoluta nesta época festiva que se avizinha.

“Como especialista em saúde pública, questionam-me por diversas ocasiões o que é que as famílias deveriam fazer durante as férias. Estou dividido entre dar às pessoas a resposta emocionalmente tranquilizadora e reconfortante que desejam ouvir ou guiar-me pelas melhores evidências científicas que temos sobre a transmissão e controlo do vírus. Enquanto que os cientistas independentes são dos poucos grupos que podem ser dire.ctos e francos, os políticos estão com um enorme dilema em mão: dizer às pessoas o que devem ouvir com base nos factos ou dizer-lhes o que querem ouvir com base na emoção.

A verdade é que o vírus não se importa se é Natal ou Ano Novo. Propaga-se rapidamente dentro de casa e em ambientes mal ventilados, especialmente em casas, quando as pessoas se reúnem informalmente em condições confortáveis ​​e próximas. Desinfetar superfícies e ficar a dois metros de distância simplesmente não vai parar a transmissão. É melhor imaginar o vírus como a nuvem de fumo de um cigarro: se uma pessoa na sala estiver a fumar, é provável que sinta o cheiro. O mesmo acontece com o vírus: se uma pessoa for infetada, também pode se infetado com os aerossóis emitidos quando ela respira e fala.”

Fonte: The Guardian

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